domingo, 16 de fevereiro de 2014

Trilha do Dia






Die Sehnsucht der Veronika Voss


  "Com tuas veias carregadas de noites, te encontra entre os homens como um epitáfio no meio do circo."



"And what rough beast, its hour come round at last,
Slouches towards Bethlehem to be born?"

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

I'm going to Rome

Excerto de "Sobre Shakespeare" (Northrop Frye)



"Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la."
Eugene Atget

Le don des larmes

« Le regard concentre l’émotion, ou la fait naître. Il est à la fois source et réceptable. Comment naît l’émotion ? Il suffit d’un mot, d’un geste, d’une vision fugitive, mas placés à une certaine hauteur. C’est toujours une condensation vivante inscrite dans un instant fulgurant... L’émotion à l’écart des centres vitaux réglant l’ordinaire de nos sensations élementaires. C’est un fluide sinueux, doux mais implacable, parcourant le système nerveux ébranlé par une soudaine et indéfinissable visitation. L’indicible de cette onde de choc amène avec lui les larmes. « D’où vient que les vents chauds et pluvieux apportent avec eux le goût de la musique ? » s’interrogue Nietzsche dans Le gai savoir. La réponse appartient au mystère de l’être autant qu’à celui de la création, échappant aussi à toute forme de rationalité, et c’est très bien ainsi. »

« O olhar concentra a emoção, ou a faz nascer. É ao mesmo tempo fonte e receptáculo. Como nas a emção? Basta uma palavra, um gesto, uma visão fugaz, mas dispostos a uma certa altura. É sempre uma condensação viva inscrita em um instante fulgurante... A emoção distancia-se dos centros vitais que regulam o ordinário das nossas sensações elementares. É um fluido sinuoso, doce porém implacável, que percorreo sistema nervoso abalado por uma visitação súbita e indefinível. Oindescritível dessa onda elétrica traz consigo as lágrimas. “De onde vêm osventos quentes e chuvosos que trazem o gosto pela música?”, interrogava-se Nietzsche em A Gaia Ciência. A resposta pertence tanto ao mistério daexistência quanto ao da criação, que também escapam a toda forma de racionalidade,e está bem assim. » (Jean-Claude Guiguet)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Trilha do Dia







Stiff Little Fingers

Em breve. 

"A melhor crítica é a que é divertida e poética; não aquela, fria e algébrica, que, com o pretexto de tudo explicar, não sente nem ódio nem amor, e se despoja voluntariamente de qualquer espécie de temperamento [...]. 


A melhor análise de um quadro poderá ser um soneto ou uma elegia. [...] Para ser justa, isto é, para ter sua razão de ser, a crítica deve ser parcial, apaixonada, política, isto é, feita a partir de um ponto de vista que abra o maior número de horizontes."

Perspectivas

(Carl Hasenpflug e James Gray)

"[...] Acrescentarei que Poe dá extrema impor­tância à rima, e sua análise sobre o prazer matemático e musical que o es­pírito tira da rima trouxe tanto cuidado e sutileza que tudo se relaciona ao fazer poético. Ao mesmo tempo que mostra que o refrão é suscetível de apli­cações infinitamente variáveis, ele também buscou rejuvenescer, redobrar o prazer da rima ao acrescentar esse elemento inesperado, a estranheza, que é como o condimento indispensável a toda beleza. O poeta faz, sobretudo, um uso feliz de repetições do mesmo verso ou de vários, frases obstinadas que simulam as obsessões da melancolia ou da ideia fixa – do refrão puro e simples, mas conduzido de várias formas diferentes –, do refrão-variante que interpreta a indolência e a distração – das rimas duplas e triplas, assim como de um gênero de rima que ele introduz na poesia moderna, mas com mais precisão e intenção, as surpresas do verso leonino." (Baudelaire)
"Es cierto que algunos artistas, o algunos críticos en determinadas épocas, han tratado de formular las leyes de su arte; pero inevitablemente resulta que los artistas mediocres non consiguen nada cuando tratan de aplicar leyes semejantes, mientras que los grandes maestros podrían prescindir de ellas y lograr sin embargo una nueva armonía como nadie imaginara anteriormente." 



Gombrich, Historia del arte

Cinéphiles de notre temps




"Sangue Ruim foi uma experiência muito diferente. Fiquei impressionado com a história, a invenção, a poesia, a intensidade dos personagens, e, ao mesmo tempo, eu me dizia: "Terei de aprender a saltar de paraquedas, andar de moto, correr sem parar" — logo eu, que odeio correr. Havia exigências físicas e sentimentais enormes, pensava que não conseguiria passar por todas essas provas.

No roteiro, a cena era descrita em apenas uma frase, algo tipo "Alex sai da loja, curva-se de dor, segura a barriga e começa a correr de forma cada vez mais desequilibrada e acrobática". Leos já havia observado minhas capacidades de acrobata e bailarino, minha expressão corporal do teatro de rua, e levou isso longe. Comecei improvisando num estacionamento junto com Jean-Yves Escoffier, e depois estruturei o que havia feito com a coreógrafa Christine Burgos."

Arquivo do blog

Seguidores