terça-feira, 15 de julho de 2014

Trilha da Noite








"I do not regret, and I do not shed tears,
All, like haze off apple-trees, must pass.
Turning gold, I’m fading, it appears,
I will not be young again, alas.

Having got to know the touch of coolness
I will not feel, as before, so good.
And the land of birch trees, – oh my goodness!-
Cannot make me wander barefoot.

Vagrant’s spirit! You do not so often
Stir the fire of my lips these days.
Oh my freshness, that begins to soften!
Oh my lost emotions, vehement gaze!

Presently I do not feel a yearning,
Oh, my life! Have I been sleeping fast?
Well, it feels like early in the morning
On a rosy horse I’ve galloped past.

We are all to perish, hoping for some favour,
Copper leaves flow slowly down and sway…
May you be redeemed and blessed for ever,
You who came to bloom and pass away…"

(Sergey Yesenin)

The Immigrant




"Film religieux, ai-je dit, c'est-à-dire, souriant, plein de bons sens, saisissant la réalité dúne seule visée globale où quotidien et sublime, terreste et sacré ne sauraient s'opposer."



quinta-feira, 6 de março de 2014




"O cinema tornou-se uma actividade consideravelmente diletante, há muita facilidade, pouca dedicação, pouco esforço, todos os planos colam, vale tudo.

E os filmes sobrevivem ou morrem às mãos dum circo internacional de 40 ou 50 espertos, sales agents, profissionais de festivais e de júris, é tudo muito ecuménico, falam todos a mesma língua do amor pelo cinema."

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Trilha do Dia






Die Sehnsucht der Veronika Voss


  "Com tuas veias carregadas de noites, te encontra entre os homens como um epitáfio no meio do circo."



"And what rough beast, its hour come round at last,
Slouches towards Bethlehem to be born?"

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

I'm going to Rome

Excerto de "Sobre Shakespeare" (Northrop Frye)



"Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la."
Eugene Atget

Le don des larmes

« Le regard concentre l’émotion, ou la fait naître. Il est à la fois source et réceptable. Comment naît l’émotion ? Il suffit d’un mot, d’un geste, d’une vision fugitive, mas placés à une certaine hauteur. C’est toujours une condensation vivante inscrite dans un instant fulgurant... L’émotion à l’écart des centres vitaux réglant l’ordinaire de nos sensations élementaires. C’est un fluide sinueux, doux mais implacable, parcourant le système nerveux ébranlé par une soudaine et indéfinissable visitation. L’indicible de cette onde de choc amène avec lui les larmes. « D’où vient que les vents chauds et pluvieux apportent avec eux le goût de la musique ? » s’interrogue Nietzsche dans Le gai savoir. La réponse appartient au mystère de l’être autant qu’à celui de la création, échappant aussi à toute forme de rationalité, et c’est très bien ainsi. »

« O olhar concentra a emoção, ou a faz nascer. É ao mesmo tempo fonte e receptáculo. Como nas a emção? Basta uma palavra, um gesto, uma visão fugaz, mas dispostos a uma certa altura. É sempre uma condensação viva inscrita em um instante fulgurante... A emoção distancia-se dos centros vitais que regulam o ordinário das nossas sensações elementares. É um fluido sinuoso, doce porém implacável, que percorreo sistema nervoso abalado por uma visitação súbita e indefinível. Oindescritível dessa onda elétrica traz consigo as lágrimas. “De onde vêm osventos quentes e chuvosos que trazem o gosto pela música?”, interrogava-se Nietzsche em A Gaia Ciência. A resposta pertence tanto ao mistério daexistência quanto ao da criação, que também escapam a toda forma de racionalidade,e está bem assim. » (Jean-Claude Guiguet)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Trilha do Dia







Stiff Little Fingers

Em breve. 

"A melhor crítica é a que é divertida e poética; não aquela, fria e algébrica, que, com o pretexto de tudo explicar, não sente nem ódio nem amor, e se despoja voluntariamente de qualquer espécie de temperamento [...]. 


A melhor análise de um quadro poderá ser um soneto ou uma elegia. [...] Para ser justa, isto é, para ter sua razão de ser, a crítica deve ser parcial, apaixonada, política, isto é, feita a partir de um ponto de vista que abra o maior número de horizontes."

Perspectivas

(Carl Hasenpflug e James Gray)

"[...] Acrescentarei que Poe dá extrema impor­tância à rima, e sua análise sobre o prazer matemático e musical que o es­pírito tira da rima trouxe tanto cuidado e sutileza que tudo se relaciona ao fazer poético. Ao mesmo tempo que mostra que o refrão é suscetível de apli­cações infinitamente variáveis, ele também buscou rejuvenescer, redobrar o prazer da rima ao acrescentar esse elemento inesperado, a estranheza, que é como o condimento indispensável a toda beleza. O poeta faz, sobretudo, um uso feliz de repetições do mesmo verso ou de vários, frases obstinadas que simulam as obsessões da melancolia ou da ideia fixa – do refrão puro e simples, mas conduzido de várias formas diferentes –, do refrão-variante que interpreta a indolência e a distração – das rimas duplas e triplas, assim como de um gênero de rima que ele introduz na poesia moderna, mas com mais precisão e intenção, as surpresas do verso leonino." (Baudelaire)
"Es cierto que algunos artistas, o algunos críticos en determinadas épocas, han tratado de formular las leyes de su arte; pero inevitablemente resulta que los artistas mediocres non consiguen nada cuando tratan de aplicar leyes semejantes, mientras que los grandes maestros podrían prescindir de ellas y lograr sin embargo una nueva armonía como nadie imaginara anteriormente." 



Gombrich, Historia del arte

Cinéphiles de notre temps




"Sangue Ruim foi uma experiência muito diferente. Fiquei impressionado com a história, a invenção, a poesia, a intensidade dos personagens, e, ao mesmo tempo, eu me dizia: "Terei de aprender a saltar de paraquedas, andar de moto, correr sem parar" — logo eu, que odeio correr. Havia exigências físicas e sentimentais enormes, pensava que não conseguiria passar por todas essas provas.

No roteiro, a cena era descrita em apenas uma frase, algo tipo "Alex sai da loja, curva-se de dor, segura a barriga e começa a correr de forma cada vez mais desequilibrada e acrobática". Leos já havia observado minhas capacidades de acrobata e bailarino, minha expressão corporal do teatro de rua, e levou isso longe. Comecei improvisando num estacionamento junto com Jean-Yves Escoffier, e depois estruturei o que havia feito com a coreógrafa Christine Burgos."

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Trilha do Dia








« Human perfection and technical perfection are incompatible. If we strive for one, we must sacrifice the other: there is, in any case, a parting of the ways. Whoever realises this will do cleaner work one way or the other.

Technical perfection strives towards the calculable, human perfection towards the incalculable. Perfect mechanisms - around which, therefore, stands an uncanny but fascinating halo of brilliance - evoke both fear and Titanic pride which will be humbled not by insight but only by catastrophe.

The fear and enthusiasm we experience at the sight of perfect mechanisms are in exact contrast to the happiness we feel at the sight of a perfect work of art. We sense an attack on our integrity, on our wholeness. That arms and legs are lost or harmed is not yet the greatest danger. » (Jünger, "The Glass Bees").

domingo, 5 de janeiro de 2014

Trilha do Dia











Porky's IV - A Vingança do Suíno

- Em que estavas pensando, menino? 
- Eu pensava no céu. 
- Não é necessário que penses no céu; já é bastante pensar na terra, estás cansado de viver, tu que mal acaba de nascer? 
- Não, mas qualquer um prefere o céu à terra. 
- Pois bem, eu não. Pois já que o céu foi criado por deus, assim como a terra, podes estar certo de que lá encontres os mesmos males que aqui embaixo. Depois da tua morte, não serás recompensado de acordo com teus méritos; pois, se cometem injustiças nesta terra (como tu o perceberás, por experiência própria, mais tarde), não há motivo para que, na outra vida, não se cometam outras tantas.
O melhor que tens a fazer é não pensar em deus, e praticar a justiça por tuas próprias mãos, já que esta te é recusada... Desejas riquezas, belos palácios e a glória? Ou me enganaste quando afirmaste essas nobres pretensões?
- Não, não, eu não o enganava. Mas queria alcançar o que desejo por outros meios.
- Então, nada alcançarás. Os meios virtuosos e bem intencionados não levam a nada. É preciso por em ação alavancas mais enérgicas e tramas mais sábias. Antes que te tornes célebre pela virtude, e assim alcances tua meta, uma centena de outros terá tido tempo de saltar sobre tuas costas, e chegar ao fim da corrida antes de ti, de forma que não haverá mais lugar para suas idéias estreitas.


(Lautréamont, Cantos de Maldoror)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Hyman Roth

Fuller_Pacino_Screentest from Heiko van der Scherm on Vimeo.
"Pour les cinéphiles, le remake de Psychose réalisé par Gus Van Sant est une mine d'or, bien que ce soit un mauvais film, ou justement à cause de cela. C'est la première fois dans l'histoire du cinéma qu'un film reprend à quatre-vingt-dix pour cent l'original, avec les mêmes plans, les mêmes dialogues, la même musique. Mais l'un a une force saisissante, et l'autre est à peu près une nullité. Moi qui pensais que seuls les questions de construction et de mise en scène comptaient, j'ai découvert en comparant Psychose et sa copie que le casting et la manière de diriger les acteurs étaient d'une importance cruciale. Si vous vous trompez dans ce domaine, le film tombe. Même des éléments qui semblent de l'ordre du détail, comme la vitesse d'un mouvement de caméra ou la qualité du mixage de la musique, ont un rôle essentiel. Pour le Psychose de Gus Van Sant, la musique a été mixée de manière ronde, moderne, avec la stéréo, alors que dans le film de Hitchcock, la musique avait été mixée dans une tonalité grinçante, pas déplaisante à l'oreille mais inquiétante. Ça change tout. Une scène filmée exactement de la même façon s'effondre avec la musique mixée pour le film de Gus Van Sant. Ça me rappelle la formule de Melville, à qui on avait demandé ce qui était le plus important dans un film. Il avait répondu : le casting à cinquante pour cent, le scénario à cinquante pour cent, le mixage à cinquante pour cent, le montage à cinquante pour cent, voulant dire que si un seul de ces éléments était défaillant, tout le reste était perdu. Tous les apprentis cinéastes devraient étudier les différences entre ces deux Psychose, qui sont à la fois criantes et subtiles. Les grands films ne sont pas des modèles qu'on peut suivre, ou reproduire."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014



« The only horrible thing in the world is ennui, [...]
 that is the one sin for which there is no forgiveness. »


Assim desejo um 2014 para todos os amigos do Cantinho do Ócio.

Trilha do Dia






Les Vacances de M. Hulot



« Le plus burlesque des films français et le plus français des films burlesques. Dans un style limpide, élégant et très élaboré, Tati enchaîne une incalculable collection de gags sur une trame qui exprime la monotonie et la langueur d'une station estivale. On a rarement vu autant d'invention livrée sur un rythme aussi calme et nonchalant.

Alliance unique aussi, dans le style de Tati, entre l'acuité du réalisme social et ce qu'il faut bien appeler une indéfinissable poésie, faite d'une certaine mélancolie extérieure et d 'une profonde jubilation intérieure. Au milieu d'un petit monde étriqué vivant de conventions et de routines, le personnage de Hulot apparaît comme un étranger poli, un modeste perturbateur et surtout un révélateur. Il est le dernier dépositaire d'une sorte d'enfance et d'une sorte de légèreté de l'être qui ne seront bientôt plus de ce monde.

Tati, on le sait manifeste aussi peu de goût pour les dialogues que le Chaplin des Temps modernes. Aux paroles, il préfère les bruits, et souvent les plus inutiles d'entre eux. Le premier gag du film est basé sur une dérision du texte avec ces haut-parleurs de la gare délivrant un message incompréhensible qui fait errer les voyageurs entre les voies à la recherche de leur train. »

Jacques Lourcelles, Dictionnaire du cinéma – Les films
Lev Shestov

Dos Malefícios do Cigarro




"— Eu era uma criança, muito tímida. Não ficaria nua de maneira alguma, muito menos com aquele sujeito que usava óculos escuros o tempo todo me pedindo. Ainda assim, ele me chamou para seu filme seguinte, "O Pequeno Soldado" (rodado em 1960, mas lançado apenas em 1963 por conta da censura francesa, que não aprovava as cenas de tortura). Logo falei que não ficaria nua, e ele me disse para não me preocupar, que era um filme político — conta ela. — Em seguida, começamos a namorar e nos casamos. Eu o amava, amava trabalhar com ele, mas a vida privada foi muito difícil. Eu era jovem, ele era um homem dez anos mais velho. Às vezes ele saía para comprar cigarro e só reaparecia três semanas depois. Aquela situação foi ficando insuportável para mim."

Anna Karina, em entrevista ao jornal O Globo

"Love consists of this: two solitudes that meet, protect and greet each other."

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