domingo, 8 de setembro de 2013


Momento de trégua entre um soldado alemão e um britânico durante a Primeira Guerra Mundial.
"Sí, el tiempo y la paciencia son la clave. Todo lo que está en la película, que es del orden de las ideas, tiene que ser el resultado de un encuentro. Pero los cineastas de hoy son muy precipitados. Sufren de una enfermedad que es la urgencia, que está muy ligada a la plata. Si tienes dinero haces una película inmediatamente. Jean Renoir, el mayor cineasta de todos, decía de sí mismo “soy lento, soy un cineasta” y para mí es una gran verdad. El cine para mí es sinónimo de paciencia, de observación. Varias veces empecé a producir un proyecto, incluso obtuve financiamiento para empezarlo, pero decidí abandonarlo porque no sentí una fuerte necesidad de hacer la película. Pero actualmente la mayoría de los directores no tiene el coraje de decir “Este filme no es necesario”."



«Tinha virado mesmo uma vagabundo? Ficava pensando ao invés de me lançar diretamente ao trabalho... Na verdade, no fundo, eu fazia pouca força para poder encontrar emprego... Era invadido por uma espécie de névoa diante de cada campainha... Não tinha sangue de mártir... Merda! Tinha o defeito dos medíocres... Adiava sempre as coisas para o dia seguinte... Experimentei um outro bairro, menos tórrido, com mais brisa... mais sombra... Inspecionei as lojas em volta das Tulherias... debaixo das arcadas elegantes... nas grandes avenidas... Perguntava aos joalheiros se não precisavam de um rapaz... Pegava fogo debaixo do casaco... Não precisavam de ninguém... No fim, eu ficava mesmo no Jardim... Falava com as putas... Passava horas debaixo das árvores... sem fazer nada, bem à vontade, bebendo cerveja e participando dos divertimentos... Havia o homem-ovo, a orquestra de címbalos em volta dos cavalos com pneus...» (Céline, "Morte a Crédito")

« Quando nos sobrava tempo antes de regressarmos à noite, íamos espiá-los, minha mãe e eu, aqueles camponeses engraçados, empenhados em remexer com ferro essa coisa mole e granulosa que é a terra, onde a gente põe para apodrecer os mortos mas de onde afinal vem o pão. 'Deve ser muito dura, a terra!', observava ela toda vez, olhando-os, minha mãe, bastante perplexa. Em matéria de desgraças só conhecia as que se assemelhavam às suas, as das cidades, tentava imaginar o que podiam ser as do campo. Foi a única curiosidade que algum dia eu soube que possuía, minha mãe, e isso lhe bastava como distração para um domingo. Voltava com isso para cidade. » (Céline, "Viagem ao Fim da Noite")

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